sábado, 5 de novembro de 2011

Quando os maconheiros mataram os gênios de pipas nas mãos.

Quero dar um recado sobre a maconha. Recado é recado, por isso, não serei profundo nas minhas idéias e muito menos técnico.
A maconha volta para um novo enredo; por causa dela alguns estudantes da USP invadiram a administração do Campus em São Paulo, e até domingo (6 de novembro) estarão acampados na reitoria da mesma. Isso aconteceu por que a polícia abordou alguns estudantes fumando a droga. Eles se revoltaram. Sei que um bom número de estudantes de faculdades adquiriram um hábito de fumar maconha, como é o caso comentado. Quando afirmo um bom número de estudantes não significa que são todos os estudantes. Não sei se esse hábito é uma simples vontade ou uma cultura universitária ou imitação barata de pretensos intelectuais de outrora. Só sei que a maconha em nossos dias é umas das grandes responsáveis pela marginalização da infância e pré-adolescência. Não estou falando do vício ou da química destruidora do corpo, enfim dos efeitos biológicos desastrosos na vida do fumante. Estou destacando os efeitos sociais, isto é, efeitos marginais, "favelais". Sim, "favelais". Porque o comércio da maconha alimenta na favela ("favelais") a marginalização de muitas crianças. Milhares de crianças não ingressam no ensino fundamental, porque trabalham para o tráfico. Contudo, já subi em boca de fumo, talvez você também, e não encontrei nenhuma criança ali. Quem entregava a droga sempre era um adulto. É claro.

As crianças são os membros invisíveis do tráfico, são elas o tráfico entra em falência. Afinal são as crianças que empinam as pipas para alertar perigo, são elas os "aviões" que carregam pequenas quantidades de drogas até a boca de fumo. Todo "tijolo" de maconha tem uma pequenina digital, de pequeninos indicadores, furabolos e pai-de-todos. Em toda maconha há mãos infantis. Você poderá dizer: "discriminalize a droga e tudo resolverá". Isso é um assunto que vem sendo discutido há décadas. Enquanto isso há carteiras vazias nas escolas próximas às bocas de fumo a espera de um dia, sim um dia uma pipa descer do céu e um gênio ser apresentado ao caderno. Infelizmente vejo um grande obstáculo para a libertação das crianças no tráfico, porque uma parcela dos "senhores" estudantes de universidades,  que serão os mestres de uma nova sociedade, são os maiores patrocinadores da distancia dos gênios das favelas e seus livros. "Senhores revolucinários" das batatas, "senhores esquerdistas" sem bussola, "senhores marxistas" de cartão de crédito, parem de fumar as digitais dos impinadores de pipas, parem de baforar crianças. Vocês tem a saudosa vontade revolucionária de 1968, revindicam e tomam as reitorias por qualquer coisa, querem um país livre de corrupção, querem liberdade, fraternidade, igualdade, isso é lindo. Então, olhem para si mesmo. Comecem a "revolução das pipas": renunciem os "baseados de crianças", deixem a reitoria e partam para os telhados ocos das favelas, acampem nas casas de dois comodos, abaixem as pipas. O que seus professores gritavam: "abaixo à ditadura", gritem vocês agora: "abaixem as pipas".  Falo isso com muita propriedade porque vemos isso dia-a-dia na escola Maria Peregrina. Nós trabalhamos com filhos que viviam em boca-de-fumo, são elas gênios na literatura, na musica, no convivio, no amor. Por isso, quero colocar um letreiro em frente à escola dizendo: "Aqui não entra maconheiro, porque a cada trago elimina-se um gênio com pipas na mão".
MAX WADA.    

Um comentário:

  1. Há algum tempo atrás postei no meu facebook, a seguinte frase: "Os jovens que batem no peito pela liberação da maconha hoje, serão os pais que chorarão pelos filhos viciados em crack amanhã". Esse frase rendeu vários comentários e o que mais chamou atenção foram os estudantes universitários postando a favor da maconha, mais com argumentos de revolucinários, de livros de comunistas que talvez eles usam pra nortear a vida no lugar da bíblia. O fato é que hoje os jovens vivem essa nostalgia da época de ditadura militar, onde ali sim havia pelo que lutar. Agora por favor, não venham manchar a imagem de quem perdeu a vida lutando pela liberdade para justificar atos de vadalismo e homicídios dolosos! Homicídios dolosos porque esses estudantes movimentam sim o trafico de drogas e sabem que muita gente morre nesse processo de "fumar baseado" e eles sabem muito bem disso. A melhor cena que define isso é a do filme Tropa de Elite I, onde o policial Matias entra numa passeata da alta sociedade e bate em um estudante usuário de maconha, pois ele sabe que, quem mata não é o traficante e sim quem compra a droga.

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